Nas profundezas da rede de cavernas Lauga, no norte da Arábia Saudita, os cientistas encontraram restos primorosamente preservados de chitas que datam de centenas, e até milhares, de anos atrás. O outrora icônico animal da Península Arábica está extinto localmente há mais de 50 anos, mas a rara descoberta pode ajudar a reintroduzir as chitas na região.
Uma equipe de pesquisadores do Centro Nacional de Vida Selvagem da Arábia Saudita explorava as cavernas próximas à cidade de Arar quando encontraram sete chitas mumificadas, que datam de aproximadamente 130 a 1.870 anos atrás. Eles também encontraram restos mortais de 54 chitas, a mais antiga das quais knowledge de cerca de 4.000 anos atrás.
Ao examinar os restos antigos dos grandes felinos, os pesquisadores descobriram que as chitas estavam intimamente relacionadas com as chitas do noroeste da África. A subespécie ainda está viva hoje no Saara e no Sahel, embora esteja criticamente ameaçada. As descobertas, publicado hoje na revista Communications Earth & Surroundings, oferecem um novo vislumbre de esperança para trazer de volta o animal extinto à Península Arábica.
Gatos selvagens
Durante milhares de anos, as chitas foram uma presença acquainted em toda a Ásia, mas a sua população diminuiu drasticamente em 98%. Acredita-se que os grandes felinos tenham sido extintos na Península Arábica na década de 1970 devido, em grande parte, à caça grossa, à perda de habitat e ao declínio de espécies de presas.
A equipe por trás da descoberta, feita em 2022 e 2023, conseguiu extrair sequências completas do genoma de três das sete chitas mumificadas. Embora não esteja claro como as chitas foram parar nas cavernas, o clima seco manteve os seus restos mortais lindamente preservados, enquanto o ambiente fresco e escuro foi propício à preservação do seu DNA. Esta é a primeira vez que este tipo de extração de materials genético é feito em grandes felinos naturalmente mumificados, de acordo com o estudo.
O sequenciamento do genoma revelou que, embora o espécime mais recente esteja relacionado com a chita asiática, os dois espécimes mais antigos eram mais semelhantes à chita do noroeste da África. A descoberta de que as chitas na Arábia Saudita estão intimamente relacionadas com a chita do Noroeste Africano, e não apenas com a chita asiática, pode ser útil nos esforços contínuos para reintroduzir o animal na natureza.

Nova esperança
Antigamente, pensava-se que a chita asiática period a única subespécie que viveu na atual Arábia Saudita. Hoje, existe uma pequena população de chitas asiáticas encontradas no Irão, mas a possibilidade de reintroduzir o animal criticamente ameaçado na Península Arábica tem estado em debate.
Existem hoje cerca de 400 chitas do noroeste da África em estado selvagem, em habitats remotos do deserto e do Saara, enquanto algumas estão sendo criadas em cativeiro. Embora seja uma das subespécies mais raras de grandes felinos, o animal criticamente ameaçado poderia servir nos esforços para reintroduzir as chitas na Arábia Saudita, dada a sua semelhança com as chitas que habitaram a região há muito tempo.
Os pesquisadores por trás da descoberta dizem que um maior pool genético disponível torna mais viáveis os esforços para reintroduzir chitas na natureza. O estudo também sugere que registros antigos de DNA de espécimes semelhantes poderiam ser usados para reintroduzir outras espécies extintas na natureza.











