Estudos científicos recentes sugerem que a matéria escura, que se estima superar em muito a matéria regular, pode nem existir. Em vez disso, o físico Naman Kumar sugere que a gravidade, que mantém os planetas em órbita e impede que as galáxias se separem, pode na verdade enfraquecer a diferentes distâncias. A constante de Newton acompanha a distância em sua equação, que resulta em 1/r, o resultado é que a matéria escura não é necessária para explicar as curvas de rotação da galáxia.
Um novo modelo gravitacional
De acordo com o nova pesquisaao desenvolver a teoria quântica de campos, o autor do estudo Naman Kumar permitiu que a constante gravitacional de Newton variasse com a escala. Neste modelo de “corrida infravermelha”, a força da gravidade diminui mais lentamente: em distâncias muito grandes, segue uma regra de 1/r em vez de 1/r². Isto produz naturalmente as curvas de rotação planas vistas em galáxias espirais sem matéria additional. Kumar aplicou o modelo a dados galácticos reais e descobriu que reproduzia rotações observadas usando apenas matéria visível. Como explica Kumar, “estes resultados sugerem que o cenário de funcionamento no infravermelho poderia explicar a rotação da galáxia sem invocar a matéria escura”.
Implicações e perspectivas
Os resultados da pesquisa de Kumar foram publicados na revista Letras B de Física em 2025. Ele faz questão de salientar que qualquer variação na gravidade deve ser subtil para corresponder aos resultados observados no Universo primitivo. O seu modelo está a evoluir lentamente, ao mesmo tempo que mantém consistência com os resultados do contexto cosmológico, à medida que diverge numa fase tardia. A próxima linha de pesquisa é comparar os resultados com aqueles observados em lentes gravitacionais, bem como com aqueles de aglomerados de galáxias. Embora a investigação “ainda não substitua totalmente a matéria escura”, Kumar acredita que o método “destaca a possível complexidade oculta da gravidade”.













