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‘Não recebi crédito, fui criticado’: Trump diz que não deixará os interesses empresariais de lado

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O presidente Donald Trump disse que não vê razão para restringir as atividades empresariais da sua família durante o seu segundo mandato, argumentando que foi criticado em vez de reconhecido, apesar de ter limitado voluntariamente tais negociações durante a sua primeira presidência.Numa longa entrevista ao The New York Occasions, Trump disse que a sua experiência no seu primeiro mandato o convenceu de que a restrição ética auto-imposta trouxe poucos benefícios. Ele enquadrou os esforços anteriores para distanciar a sua administração dos interesses empresariais globais da sua família como um sacrifício unilateral que não mudou a forma como foi tratado.“Não recebi nenhum crédito no primeiro mandato”, disse Trump. “Não recebi nada além de críticas.”As observações foram feitas num momento em que Trump period pressionado sobre os conflitos de interesses e a crescente presença internacional das empresas ligadas à sua família. Ele disse que durante a sua primeira presidência, proibiu efectivamente os seus filhos de realizarem certos negócios no estrangeiro e doou o seu salário presidencial, medidas que sublinhou serem voluntárias e não exigidas legalmente.De acordo com Trump, essas ações não enfraqueceram o escrutínio ou as críticas, levando-o a concluir que period inútil manter os interesses comerciais à distância. “Não tive de fazer isso”, disse ele, indicando que a experiência moldou directamente a sua abordagem mais permissiva no seu segundo mandato.Trump rejeitou a ideia de que a continuação da actividade empresarial da sua família deveria ser vista como problemática. Insistiu em separar as suas funções oficiais das da iniciativa privada e descreveu a sua família como “muito honesta”, argumentando que as acusações de conflitos de interesses eram injustas e aplicadas de forma selectiva.Seus comentários foram feitos em meio a uma defesa mais ampla de posições políticas que se sobrepõem a setores nos quais empresas ligadas à sua família atuam, incluindo criptomoedas. Trump argumentou que o seu apoio a tais sectores reflecte os interesses económicos nacionais e a competitividade dos EUA, e não o ganho pessoal.A discussão empresarial integrou-se num padrão mais amplo que permeou a entrevista de quase duas horas no Salão Oval, na qual Trump voltou repetidamente aos desrespeitos percebidos na sua carreira política. Ele falou longamente sobre as críticas da imprensa, a frustração com o que considera um reconhecimento insuficiente pelas suas realizações e a sua queixa de longa knowledge por não ter recebido o Prémio Nobel da Paz.Ao longo da conversa, Trump retratou-se como um líder orientado para os resultados que mede as decisões pelos resultados, em vez da adesão às convenções estabelecidas em Washington. Ele comparou os seus instintos como empresário com o que descreveu como normas éticas rígidas que, na sua opinião, são aplicadas de forma desigual.Ao vincular a sua posição precise directamente à experiência do seu primeiro mandato, Trump enquadrou a questão menos como um debate ético abstracto e mais como um acerto de contas pessoal. No seu relato, a contenção trouxe críticas em vez de elogios, e isso, indicou, não é uma lição que pretenda repetir ao dar o tom para a sua segunda presidência.

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