Dubai perdeu um dos seus contadores de histórias visuais mais emblemáticos. Ramesh Shukla, o expatriado indiano amplamente conhecido como o “fotógrafo actual que narrou a história dos Emirados Árabes Unidos”, morreu no domingo aos 87 anos no Hospital Rashid após sofrer uma parada cardíaca, confirmou sua família.Shukla lutou contra problemas cardíacos no ano passado e sofreu vários ataques, mas continuou trabalhando apaixonadamente até seus últimos dias. Seu filho, Neel Shukla, contou que mesmo no hospital, seu pai permaneceu otimista, enérgico e ainda falou sobre seu trabalho antes de sofrer uma parada cardíaca repentina.https://x.com/HamdanMohammed/standing/2023294473384648928?s=20
Homenagem de Sua Alteza Xeque Hamdan
Homenagens foram recebidas por todos os Emirados Árabes Unidos, lideradas por Sua Alteza Xeque Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que elogiou a dedicação e contribuição de Shukla para preservar os momentos decisivos do país.Shukla period mais que um fotógrafo. Ele foi uma testemunha da história. As suas imagens moldaram a forma como os Emirados se lembram do seu passado e como o mundo vê a evolução dos Emirados Árabes Unidos.Mesmo nos últimos anos, apesar dos problemas cardíacos, ele continuou trabalhando e organizando seu arquivo. Segundo sua família, ele queria continuar documentando até os últimos dias, e o fez.
Quem foi Ramesh Shukla?
Durante mais de seis décadas, Ramesh Shukla documentou discretamente a transformação dos Emirados Árabes Unidos de cidades desérticas numa potência international. No domingo, o homem que muitos chamam de “fotógrafo actual” dos Emirados Árabes Unidos faleceu em Dubai aos 87 anos, após sofrer uma parada cardíaca.Shukla chegou aos Emirados em 1965, viajando de barco vindo de Mumbai com pouco dinheiro e uma única câmera Rolleicord. Na época, os Emirados Árabes Unidos ainda não haviam sido formados. As estradas eram limitadas, os arranha-céus não existiam e a riqueza do petróleo não tinha transformado totalmente a região.Sua primeira oportunidade ocorreu ao fotografar uma corrida de camelos em Sharjah com a presença do Xeque Zayed e outros governantes. Seu talento e dedicação rapidamente lhe renderam confiança e acesso a ocasiões históricas do estado.Com o tempo, Shukla tornou-se uma presença acquainted nas reuniões oficiais, sempre discreta mas sempre presente. Ele documentou não apenas a realeza, mas a história de uma nação em movimento, canteiros de obras surgindo da areia, portos em expansão, crianças crescendo em um novo país e líderes moldando um futuro compartilhado.Embora nunca tenha sido oficialmente intitulada, a frase “fotógrafo actual” foi usada pela primeira vez pelo Xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum, que reconheceu o papel extraordinário de Shukla na narração da liderança da nação e na definição de marcos.Shukla deixa sua esposa Tarun Shukla e seu filho Neel Shukla. Sua morte marca o fim de uma period na história visible dos Emirados Árabes Unidos.
Imagens históricas desafiam a memória dos Emirados Árabes Unidos
Ramesh Shukla capturou algumas das imagens mais poderosas da história dos Emirados.Entre elas estava a fotografia icónica do Xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan assinando a declaração da União em 2 de dezembro de 1971, dia em que os Emirados Árabes Unidos foram oficialmente formados.Outra imagem lendária, muitas vezes referida como o “Espírito da União”, mostra os pais fundadores unidos sob a bandeira dos Emirados Árabes Unidos. Essa mesma fotografia agora aparece na nota monetária de Dh50 do país, tornando o trabalho de Shukla parte da vida cotidiana dos Emirados.Seu arquivo abrange décadas de eventos de liderança, celebrações nacionais, corridas de camelos, cerimônias oficiais e cenas cotidianas de um país em rápida mudança diante de suas lentes.Hoje, as suas fotografias são preservadas em instituições como o Museu Etihad e o Museu Nacional Zayed, garantindo que as gerações futuras possam ver a viagem dos EAU através dos seus olhos.
Um legado em História dos Emirados Árabes Unidos
Poucos expatriados deixaram uma marca tão duradoura nos Emirados. Através de guerras, celebrações, transições de liderança e marcos nacionais, Ramesh Shukla ficou atrás das câmeras, capturando momentos que agora definem uma nação.Suas fotografias vivem em museus, coleções oficiais, exposições de metrô, livros e até mesmo em moedas. Mas o mais importante é que eles vivem na memória colectiva dos EAU.O homem por trás das lentes pode ter morrido, mas a nação que ele ajudou a documentar sempre se lembrará dele.











