Em 7 de Fevereiro de 2026, a Síria e a Arábia Saudita assinaram uma série de acordos económicos importantes concebidos para catalisar a reconstrução na Síria devastada pela guerra e aprofundar a cooperação bilateral em sectores estratégicos, incluindo aviação, telecomunicações e infra-estruturas. Os acordos surgem num momento em que Damasco procura reconstruir-se após anos de conflito e enquanto Riade expande o seu envolvimento com a nova liderança do país.
A articulação da Síria e da Arábia Saudita companhia aérea para reconectar a região
Um dos principais componentes dos acordos é a criação de uma nova companhia aérea de baixo custo, de propriedade conjunta das autoridades sírias e de parceiros sauditas. O empreendimento, frequentemente descrito em relatórios como “Flynas Syria” ou uma transportadora sírio-saudita destinada a reforçar as ligações aéreas regionais e internacionais, destina-se a aumentar a conectividade e a reintegrar a Síria nas redes de voos regionais após anos de operações limitadas.Além da própria companhia aérea, os planos incluem também a remodelação do aeroporto existente de Aleppo e a construção de novas instalações aeroportuárias internacionais capazes de receber milhões de passageiros anualmente, sinalizando um impulso mais amplo para reconstruir a infra-estrutura de aviação do país.
SilkLink: Um impulso de telecomunicações de US$ 1 bilhão entre Síria e Arábia Saudita
Talvez a componente não-aviação mais ambiciosa dos acordos seja o projecto de telecomunicações “SilkLink”, apoiado por um investimento relatado de cerca de mil milhões de dólares. Esta iniciativa, liderada por empresas de telecomunicações sauditas, incluindo o Grupo STC, visa renovar a infra-estrutura de telecomunicações da Síria, instalando dezenas de milhares de quilómetros de cabos de fibra óptica e melhorando a conectividade digital dentro da Síria e entre a Ásia e a Europa.
Autoridades posam após a assinatura de um acordo-quadro para cooperação para o desenvolvimento e o lançamento de 45 iniciativas de desenvolvimento entre o Fundo de Desenvolvimento da Síria e o Comitê de Desenvolvimento da Arábia Saudita no Palácio do Povo em Damasco, Síria, sábado, 7 de fevereiro de 2026. (AP Picture/Ghaith Alsayed)
A melhoria das infra-estruturas de Web e de conectividade é considerada basic para estimular o crescimento económico, apoiar o desenvolvimento empresarial e integrar a Síria na economia digital mais ampla do Médio Oriente, especialmente depois de décadas de conflito terem danificado gravemente os serviços básicos.
A reconstrução da Síria após anos de guerra
Estes acordos reflectem uma mudança significativa no panorama económico da Síria. Depois de mais de uma década de conflito civil, que devastou infra-estruturas, deslocou milhões de pessoas e levou a rigorosas sanções ocidentais durante a period Assad, a nova liderança interina da Síria tem procurado activamente investimento estrangeiro para reconstruir a sua economia e infra-estruturas destroçadas.Os EUA retiraram as sanções restantes a Damasco no remaining de 2025, eliminando um importante obstáculo jurídico que anteriormente tinha dissuadido grandes investimentos estrangeiros. Esta mudança abriu a porta a iniciativas como os acordos de telecomunicações e aviação com a Arábia Saudita e outros parceiros do Golfo.
Apoio estratégico saudita e cooperação mais ampla com a Síria
O envolvimento da Arábia Saudita sublinha uma estratégia regional mais ampla. Funcionários de ambos os países descreveram os acordos como parte de uma parceria estratégica destinada a impulsionar a recuperação económica e a cooperação bilateral em vários sectores. Além da aviação e das telecomunicações, outras parcerias incluem a dessalinização da água, o desenvolvimento de infra-estruturas e fundos de investimento do sector privado dedicados a grandes projectos sírios.Segundo relatos, os fundos de investimento sauditas, como o Fundo de Investimento Elaf, estão destinados a reconstruir grandes aeroportos e a apoiar projectos de infra-estruturas, enquanto empresas sauditas como a STC estão preparadas para liderar a expansão da espinha dorsal digital da Síria.
O presidente interino da Síria, Ahmad al-Sharaa, participa de uma cerimônia de assinatura de acordos estratégicos entre a Síria e a Arábia Saudita no Palácio do Povo em Damasco, Síria, sábado, 7 de fevereiro de 2026. (AP Picture/Ghaith Alsayed)
Estes acordos poderão dar um grande impulso ao esforço de reconstrução da Síria, atraindo capital estrangeiro, criando empregos e restaurando serviços essenciais. Uma nova companhia aérea nacional e uma infra-estrutura aeroportuária melhorada podem ajudar a reconectar a Síria com os mercados de viagens regionais e internacionais, o que é um passo basic para a normalização da sua presença world.A reforma das telecomunicações da SilkLink poderia alargar os serviços digitais, atrair investimentos tecnológicos e apoiar novas indústrias num país onde o acesso à Web e a conectividade moderna estavam entre os mais duramente atingidos pela guerra. No entanto, os analistas alertam que a transformação de acordos em resultados tangíveis exigirá a superação de desafios políticos, de segurança e burocráticos persistentes e que alguns dos projectos, embora de âmbito transformador, poderão levar anos a materializar-se plenamente.Os acordos de investimento entre a Síria e a Arábia Saudita de Fevereiro de 2026, destacados por uma companhia aérea conjunta de baixo custo e um projecto de telecomunicações de mil milhões de dólares, marcam um dos mais significativos esforços de envolvimento estrangeiro na Síria desde a guerra civil. Ao abordar sectores estratégicos como a aviação e a conectividade digital, os acordos representam tanto uma tábua de salvação económica para a Síria como um aprofundamento dos laços diplomáticos e económicos entre Damasco e Riade.O seu sucesso, dizem os observadores, dependerá de uma implementação eficaz, de condições de segurança estáveis e de uma confiança sustentada dos investidores, mas as ambições apresentadas esta semana sugerem uma mudança dramática nos esforços de reconstrução pós-guerra.











