O UFC Vegas 113 provou ser o típico UFC Struggle Night time, com os maiores destaques sendo os vencedores do evento principal e do co-evento principal Mario Bautista e Kyoji Horiguchi, e até uma finalização no último segundo nas preliminares.
Mas houve um tipo diferente de grande destaque – um tipo diferente de grande destaque e um destaque muito ruim.
O card principal do UFC Vegas 113 contou com o confronto de pesos pesados entre Jailton Almeida e Rizvan Kuniev. Foi uma likelihood para Almeida se recuperar da derrota na eliminação do título para Alexander Volkov e provar que ainda é relevante na luta pelo título dos pesos pesados. Para Kuniev, que compete apenas pela segunda vez no octógono, foi uma likelihood de dar um salto rápido no rating dos pesos pesados e mostrar todo o seu potencial.
Em vez disso, tivemos um confronto onde Kuniev segurou Almeida contra a cerca durante a maior parte da luta. Os dois lutadores combinados em apenas 30 golpes significativos acertaram em dois rounds. Foi um confronto que não beneficiou verdadeiramente nenhum dos lutadores.
O que a luta fez foi expor Almeida como não tendo desenvolvido nenhuma resposta para quando seu grappling fosse interrompido. Todos que conheciam Kuniev e cantavam seus louvores e seu poder ficaram sem nada a dizer após a atuação que ele teve, mesmo em uma vitória.
A torcida na enviornment vaiou, a comunidade do MMA eviscerou os dois a ponto de pedirem a liberação do UFC, e isso só acrescenta mais um golpe ao que já é uma divisão fraca dos pesos pesados do UFC.
O topo da divisão dos pesos pesados está até estagnado no momento. Não há um cronograma claro sobre quando Tom Aspinall estará pronto para retornar após a lesão no olho que sofreu em sua luta sem luta contra Ciryl Gane no UFC 321.
Isso também deixou o standing de Gane em dúvida sobre o que acontecerá primeiro – uma revanche pelo título com Aspinall ou lutar contra alguém pelo título interino dos pesos pesados.
O campeão meio-pesado do UFC, Alex Pereira, provocou uma mudança para o peso pesado para tentar se tornar o primeiro lutador do UFC a ganhar o ouro em três categorias de peso durante sua carreira. Mas o CEO e presidente do UFC, Dana White, está hesitante quanto à ideia.
John Jones? Quem sabe o que está acontecendo com ele, dentro ou fora do octógono. Jones já havia defendido competir no card do UFC na Casa Branca, mas White supostamente não quer nada disso.
E veja alguns dos outros 15 primeiros. Alexander Volkov venceu Almeida na eliminação do título, mas a confusão no topo da divisão colocou sua disputa pelo título no limbo. Sergei Pavlovich perdeu para Aspinall e Volkov, mas ele é o único defeito na atual trajetória ascendente de Waldo Cortes-Acosta, e o WCA é o assunto da cidade dos pesos pesados no momento.
Curtis Blaydes? Perdeu para Aspinall e deveria ter perdido para o estreante Rizvan Kuniev. Não, obrigado. Tallison Teixeira parecia ter potencial mesmo com a derrota para Derrick Lewis, mas sua vitória sobre Tai Tuivasa no UFC 325 na semana passada foi péssima. O próprio Lewis é uma lenda, mas seus dias de busca séria pelo título dos pesos pesados ficaram para trás.
Falando em Tuivasa, alguém pode me explicar como esse cara pode perder cinco lutas seguidas e ainda estar no rating?!?
A única esperança fora dos cinco primeiros é Valter Walker, que escolheu mais tornozelos para vitórias por finalização do que uma criança cutuca o nariz.
O cenário dos pesos pesados do UFC é monótono, enfadonho e tem pouquíssimos sinais de forte atividade. Precisa de vida injetada nele. E isso não é Josh Hokit e suas habilidades promocionais ou o truque político que já vimos de Colby Covington.
Quando um confronto irreal (pelo menos por enquanto) entre Jones e Pereira é o confronto potencial mais atraente no peso pesado, e nada chega perto, a divisão tem problemas.
Os gritos de “Feche o peso pesado!” não será respondido. É injusto com aqueles que não podem cair para 205, e os esportes de combate há muito tempo têm o peso pesado como uma “divisão de glamour”.
Mas essas convocações e a falta de talento nas lutas mostram que a categoria perdeu o apoio da torcida do MMA. E isso é apenas um fato triste.










