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Tisca Chopra critica Bollywood: ‘Ninguém quer arriscar’

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A cada ano que passa, as normas do cinema mudam, o gosto do público dá uma nova guinada e um novo ator surge com o desejo de dominar o mercado. Porém, em meio a todas as mudanças, tudo evoluindo, certas coisas, tanto boas quanto ruins, se recusam a mudar. Segundo a atriz e diretora Tisca Chopra, Bollywood, sendo a comunidade criativa, segue um certo padrão, e tem medo de correr riscos, dando o devido crédito no nível básico, e isso torna todo o processo e produto muito superficial.

Tisca Chopra sente que Bollywood está trabalhando superficialmente

Durante uma conversa recente com o Bollywood Bubble, perguntaram a Tisca Chopra o que pode ser mudado em Bollywood para tornar o processo mais fácil para cada cineasta atingir um público mais amplo. Isso foi perguntado no contexto de um padrão observado nos lançamentos teatrais e OTT, em que filmes e programas de grandes faixas recebem mais preferência do que outros. Falando sobre o assunto, Chopra disse: “O problema é que estamos regando os frutos e não as raízes, o que é escrever. O trabalho tornou-se extremamente superficial.”

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“Não estou dizendo que não se possa fazer cinema comercial ou de comédia”, disse ela, destacando que este último gênero também a fascina.“Mas tudo começa na escrita. Você precisa dar tempo aos seus escritores e liberdade para debater ideias. Não alimentamos escritores”, continuou ela.

Tisca Chopra sente fortemente que Bollywood tem medo de correr riscos

“Tenho problemas com projetos”, acrescentou ela, mencionando como, apesar de ser uma comunidade criativa, Bollywood muitas vezes acaba seguindo um padrão. Desde adicionar um determinado elenco até infundir uma música, a indústria acaba seguindo o mesmo plano. Segundo Tisca, isso acontece e vem acontecendo há anos porque “todo mundo está petrificado. Entendo que há dinheiro envolvido”. Ela elaborou que o dinheiro será investido de qualquer maneira, quer se caia na mesma armadilha do padrão ou não, mas o problema reside no facto de “Temos muito medo. Ninguém quer arriscar. As pessoas continuam fazendo a mesma coisa com um pequeno toque.” Ela acrescentou que agora o público também não aprova se alguém lhes oferece o mesmo conteúdo, com apenas pequenas alterações. Assim, recai sobre os ombros dos cineastas e dos estúdios a responsabilidade de demonstrar alguma confiança quando algo novo é lançado com convicção.

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