Início Entretenimento Jacob Elordi deveria interpretar Heathcliff em ‘Wuthering Heights’?

Jacob Elordi deveria interpretar Heathcliff em ‘Wuthering Heights’?

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Quando Emerald Fennell anunciou sua nova versão cinematográfica de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’, Hollywood e os círculos de livros ficaram de queixo caído. Jacob Elordi como Heathcliff, Margot Robbie como Catherine Earnshaw – dois dos nomes mais badalados do cinema, de repente caíram em uma das histórias de amor mais assombradas da literatura. A web, previsivelmente, perdeu a cabeça. Algumas pessoas aplaudiram a ousadia. Outros, porém, invadiram o elenco, especialmente o de Elordi, iniciando uma conversa mais ampla sobre o que realmente significa dar vida a um clássico como este em 2026.

‘O Morro dos Ventos Uivantes’: do que se trata?

Antes de mergulhar no drama, vamos voltar atrás. ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ não é uma típica história de amor. É ambientado nas charnecas selvagens e ventosas de Yorkshire e segue Heathcliff, um enjeitado acolhido pelo Sr. Earnshaw e Catherine, uma força da natureza que o ama, mas escolhe dinheiro e standing em vez de seu vínculo. Essa escolha desencadeia uma tempestade de obsessão, vingança e desgosto que se estende por duas gerações. Emily Brontë não escreveu um romance aconchegante – seu romance é cru, às vezes merciless, e se aprofunda no que significa ser um estranho. É famoso por sua intensidade emocional e recusa em amenizar o sofrimento.

Por que o elenco de Jacob Elordi desperta ‘preocupações’

Desde a notícia do elenco, o debate tem sido implacável, especialmente sobre Elordi como Heathcliff.A identidade de Heathcliff no livro versus filme: No romance, a identidade de Heathcliff não é apenas um detalhe – é o motor de sua história. Brontë dá a entender que ele não é branco, descrevendo-o com palavras como “cigano” ou mesmo “Lascar”, e os outros personagens o tratam como um estranho. Esse preconceito molda tudo. Então, quando um australiano branco como Elordi consegue o papel, muitas pessoas veem isso como um apagamento de uma grande parte do que faz de Heathcliff quem ele é. Eles argumentam que isso achata a história, transformando Heathcliff em apenas mais um galã taciturno e perdendo o foco sobre classe, raça e por que ele está tão isolado de todos os outros.Mudando a vibração de Heathcliff: O burburinho inicial elogia o estilo e as performances do filme, mas alguns fãs de longa knowledge não estão convencidos. Dizem que o filme suaviza as arestas de Heathcliff, tornando-o mais digno de desmaio do que a figura complicada e às vezes assustadora que Brontë nos deu. Tire sua escuridão e a tragédia parecerá mais um romance de filme padrão do que a história de amor selvagem e destrutiva que deveria ser. No livro, o mistério e o standing de estranho de Heathcliff não são apenas uma fachada – eles são o coração da intensidade do romance.Outras opções de elenco e estilo: Não é apenas Elordi sozinho. Algumas pessoas também estão desconsiderando o elenco de Catherine – principalmente sua idade e aparência. A vibração parece mais elegante, mais estilizada e menos corajosa do que o authentic de Brontë. Emerald Fennell, a diretora, defendeu suas escolhas, dizendo que Elordi canaliza o Heathcliff que ela imaginou e pode dar o impacto emocional que o papel exige. Margot Robbie também entrou na conversa, basicamente dizendo: “Espere até ver. Confie em nós.

A opinião dos especialistas sobre o elenco

Claire O’Callaghan, que ensina literatura vitoriana na Universidade de Loughborough, disse à Selection: “A ambigüidade torna o personagem de Heathcliff realmente inclusivo”. Ela acrescenta: “Ele acaba falando para todos os tipos de pessoas, culturas e comunidades, especialmente aqueles que sentiram o impacto do colonialismo, que foram diferenciados, abusados ​​e oprimidos”. Algumas pessoas argumentam que talvez Emily Brontë não soubesse realmente quem ou o que Heathcliff deveria ser. O’Callaghan não acredita nisso. Ela acredita que Brontë sabia exatamente o que estava fazendo. “Ela é poderosa e deliberada em suas escolhas – é isso que os romancistas fazem.”Andrea Kaston Tange, outra professora de literatura vitoriana no Macalester Faculty, vê a decisão de Brontë de tornar Heathcliff “diferente” como um lembrete não tão sutil de onde veio a riqueza do norte da Inglaterra, uma história que as pessoas de lá não gostavam exatamente de discutir. “Heathcliff é simbólico. Quando você nomeia alguém, chama-o do que quiser e depois apaga de onde realmente veio – há uma longa história disso”, ressalta ela, pensando na Inglaterra vitoriana. “Uma criança negra sem nome aparecendo nas ruas de Liverpool em meados de 1800 – isso é carregado. Então, quando Heathcliff de repente se enquadra na classe média alta, parece estranho.”Algumas pessoas ainda afirmam que Brontë não tinha ideia das tensões raciais que giravam em torno dela, ou que Heathcliff simplesmente não pode ser uma pessoa negra. O’Callaghan chama isso de “ingênuo”. Ela escreve sobre os Brontë há anos. “As crianças Brontë escreviam sobre o colonialismo quando eram jovens”, explica ela. “No ultimate da década de 1820, eles formaram uma federação chamada Glasstown, com base na África. Suas histórias mostravam soldados de brinquedo britânicos invadindo esta nova terra, montando acampamento e assumindo o controle. Os indígenas? Saiu do caminho. Essas histórias duraram anos – claro, há romance, mas na verdade são sobre colonialismo. E neles você encontra vários personagens de cor, geralmente como pessoas oprimidas ou abusadas.”Escolher um ator branco como Heathcliff não é novidade – Laurence Olivier, Richard Burton e Ralph Fiennes o interpretaram. James Howson foi o primeiro ator negro a interpretar Heathcliff em inglês, no filme de Andrea Arnold de 2011. Ainda assim, muitas pessoas veem cada Heathcliff branco como uma likelihood perdida de escolher uma pessoa negra.“Não se trata de um filme”, diz Soraya Giaccardi Vargas, pesquisadora sênior do Lear Heart da USC. “Trata-se de décadas de apagamento. As comunidades BIPOC ainda estão enormemente sub-representadas na mídia. Então, sempre que há uma likelihood de escalar um ator negro e os produtores seguem outro caminho, isso levanta questões: essas comunidades realmente importam para as pessoas que tomam essas decisões?”Quando Emerald Fennell enfrentou uma reação negativa ao escalar Jacob Elordi como Heathcliff na estreia de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ em Los Angeles, ela tentou defender sua escolha. Ela disse que as aspas no título do filme mostram que foi sua própria interpretação, acrescentando: “Você só pode realmente fazer o filme que imaginou quando o leu pela primeira vez”.O’Callaghan entende que ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ significa muito para Fennell. Ela falou sobre ter lido quando tinha 14 ou 15 anos. Mas as pessoas continuam perguntando: “Mesmo que você tenha lido jovem, como você perdeu tudo isso? Você entendeu o que significava ‘Lascar’, ou o insulto racial ‘cigano’?”Kaston Tange também se relaciona. Ela diz que os livros que leu quando adolescente parecem totalmente diferentes agora. “Entendi: você leu quando period jovem, talvez tenha perdido algumas coisas. Mas você não tem mais 15 anos. Você está dirigindo um filme. Você tem que prestar atenção em toda a história – não apenas no caso de amor de Heathcliff e Cathy. O livro não é exatamente sobre isso.”Curiosamente, aqui está algo que se destaca: o filme de Fennell escala pessoas de cor como Nelly Dean e Edgar Linton – dois personagens que Brontë escreveu como claramente brancos. O filme nunca traz isso à tona. Kaston Tange não é fã. “Honestamente, isso apenas turva as águas sem uma boa razão. O romance authentic tinha suas próprias abordagens afiadas sobre a classe, e agora está tudo embrulhado em um romance. Perdeu alguma coisa”, diz Tange.O’Callaghan vai mais longe. “Este livro não é apenas sobre amor. É sobre ódio, crueldade, paixão, sexo, desespero, rejeição, tristeza, perda, assombração – tudo isso. Você não pode enfiá-lo em uma caixa e chamá-lo de uma coisa”, diz ela.As pessoas no mundo literário não concordam, mas uma coisa é certa: o filme tornou ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ quente novamente. Conforme mencionado no artigo da Selection, nos EUA as vendas mais que dobraram em 2025, para 180 mil exemplares impressos. No Reino Unido, os números explodiram: só em janeiro de 2026 foram vendidas mais de 10.600 cópias, contra apenas 1.875 no ano anterior. Isso é um salto de 469%.Na verdade, O’Callaghan adora ver as pessoas lendo o romance, mas ela também percebeu outra coisa. “As pessoas assistem ao trailer, conferem o filme e ficam totalmente surpresas – o livro não é o que elas imaginam que será”, diz ela. “Nenhum filme pode realmente capturar um romance, especialmente algo tão selvagem e cheio de camadas como ‘O Morro dos Ventos Uivantes’. Mas, ei, se isso levar as pessoas de volta ao livro, será uma vitória.”

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