NOVA DELHI: O grupo terrorista world Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pela explosão mortal em uma mesquita xiita em Islamabad, que causou mais de três dezenas de vítimas na sexta-feira. O número de vítimas subiu para 36 no sábado, depois que algumas pessoas gravemente feridas morreram em hospitais, disse um relatório do PTI. Num desenvolvimento relacionado que atraiu a atenção do sistema de segurança indiano, o Estado Islâmico, na sua última edição da al-Naba, apelou aos membros do Lashkar-e-Taiba (LeT) para desertarem e se juntarem ao Estado Islâmico na província de Khorasan. A alegação sobre a explosão foi emitida através do porta-voz central do EI, Amaq, afirmando que o ataque foi uma operação Fidayeen realizada por um soldado do Estado Islâmico na Província do Paquistão (ISPP) – ativo desde 2019 – dentro do complexo da mesquita. A Amaq reivindicou mais de 200 vítimas, em contraste com a admissão oficial do governo do Paquistão de 36 mortes e feridos. O homem-bomba foi identificado pela Amaq como Saifullah Ansari. A sua fotografia a fazer o bayah (juramento de fidelidade) também foi publicada pelo porta-voz do EI. A declaração também mencionou que centenas de xiitas paquistaneses se juntaram à milícia pró-Irã ‘Brigada Zaynabiyoun’ na Síria. A afirmação da Amaq seguiu-se a uma negação oficial do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), que refutou veementemente qualquer envolvimento no incidente. A explosão, que ocorreu durante as orações na mesquita Khadijatul Kubra, na área de Tarlai, foi a mais mortal em Islamabad desde o atentado ao resort Marriott em 2008. A explosão coincidiu com a visita do presidente uzbeque, Shavkat Mirziyoyev, ao Paquistão. O ataque é visto como resultado das crescentes tensões sectárias no país. No início de janeiro, o ISKP assumiu a responsabilidade por uma explosão no distrito de Bajaur que matou um comandante sênior do Lashkar chamado Najibullah.







