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A cerimônia de abertura das Olimpíadas em Milão não teve neve, mas o pequeno país das maravilhas do inverno ficou à margem

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MILÃO – O Olimpíadas de Inverno abertura cerimônia em Milão, na sexta-feira, ofereceu uma abundância de destaques: a iluminação de um Caldeirão inspirado em Leonardo da Vinciatletas de trajes chamativos dos principais designersMariah Carey cantando notas altas em italiano e muito mais.

Uma coisa importante que não forneceu: neve.

Esse tão desejado país das maravilhas do inverno poderia ser encontrado em um native muito menor em outro lugar da cidade, mesmo com temperaturas externas próximas de 10 graus Celsius (50 graus Fahrenheit).

Uma edição especial do “Slava’s Snowshow” está na lista de atividades culturais que os organizadores das Olimpíadas estão promovendo paralelamente. Criada por Slava Polunin, renomado palhaço e artista russo, a produção encheu teatros com tempestades de neve de papel em mais de 60 países desde 1993.

“A neve é ​​uma imagem muito poderosa”, disse Polunin à Related Press por e-mail. “Pode ser imensamente bonito e incrivelmente perigoso.”

Em Milão, ele se apresenta no Teatro Strehler até 22 de fevereiro, último dia das Olimpíadas. Na sexta-feira, a casa estava lotada, com os espectadores preferindo o encantamento moderado da neve ao espetáculo grandioso da cerimônia de abertura que foi transmitida para todos os cantos.

“Vimos o espetáculo há cerca de 15 anos e agora que temos filhos queríamos vivenciar novamente com eles”, disse Paola Volpe. “Estávamos especialmente ansiosos para voltar porque ouvimos que esta period uma versão especial ligada às Olimpíadas.”

Para Polunin, 75 anos, as Olimpíadas ofereceram a oportunidade de atualizar uma produção enraizada na memória e no jogo.

“É uma honra apresentar o espetáculo num momento em que a atenção das pessoas ao redor do mundo está focada no lugar onde você está se apresentando”, disse ele. “Quanto à adaptação, o present é em grande parte construído na improvisação.”

Os atores do espetáculo absorvem a atmosfera dos Jogos, abraçando surpresas e criando novas situações antes de cada apresentação.

Durante a apresentação de sexta-feira, Polunin simulou brevemente um telefonema, referindo-se, brincando, aos Jogos em andamento. Em outro momento, a música tema “Chariots of Fireplace” – hoje sinônimo de competição atlética em câmera lenta – soou enquanto ele e seus colegas palhaços encenavam uma cena lúdica.

Meia dúzia de palhaços em trajes verdes brilhantes dividiram o palco com Polunin, vestido de amarelo. Os atores subiram nos assentos, trocaram os pertences dos espectadores e abriram guarda-chuvas, borrifando levemente água ao redor.

Durante uma hora e meia, o teatro encheu-se de palmas, risadas e gritos infantis. O palco ficou coberto de branco até pouco antes da cortina remaining, quando globos gigantes e multicoloridos saltaram no meio da multidão.

“O present é um sonho”, disse Raquele Maggi, que já assistiu ao present cerca de seis vezes com as filhas nos anos anteriores. “É um pouco como mágica.”

Polunin, 75 anos, nasceu na Sibéria, lugar que moldou a paisagem emocional da obra.

Ele se lembra da alegria de construir cidades, estradas e bonecos de neve brancos quando criança. Ao mesmo tempo, temia que os pais saíssem de casa, tanto a pé como de carro, durante nevascas ou tempestades de neve.

“Sempre tento olhar as coisas de diferentes pontos de vista, ver tanto o lado cômico quanto o trágico”, disse Polunin. “Para mim, a neve é ​​cheia de beleza e ansiedade.”

Sua efficiency transmite essas emoções mais profundas. Num dos momentos mais tranquilos, Polunin agarra um casaco vazio perto do peito, um gesto ao mesmo tempo terno e profundamente solitário.

O público costuma dizer que seu programa parece uma jornada em direção à infância. Para Polunin, é também um processo de autodescoberta, que continua a evoluir, realizado sem uma única linha de diálogo falada.

“Como nosso espetáculo não está vinculado a um idioma, ele é compreendido por todos”, disse ele, ecoando a universalidade frequentemente associada ao espírito olímpico.

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Olimpíadas AP:

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