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O compositor da Broadway e de Hollywood, Marc Shaiman, relembra com humor pessimista em seu livro de memórias

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NOVA IORQUE — Algumas pessoas veem o copo meio cheio e outras meio vazio. Marc Shaiman é algo completamente diferente.

“Não estou nem satisfeito com o vidro”, diz ele rindo.

O premiado compositor e letrista de Hollywood e da Broadway gosta alegremente de se chamar de “Bisonho” e “pessimista de carteirinha”, apesar de muitos de seus maiores sonhos terem se twister realidade.

“Assim que algo de bom acontece, algo de ruim vai acontecer”, disse ele à Related Press. “Estou sempre esperando que o outro sapato caia, e ele inevitavelmente cai.”

Sua carreira e seus altos e baixos pessoais estão em plena exibição neste inverno com a publicação na terça-feira de seu livro de memórias, “By no means Thoughts the Blissful: Showbiz Tales from a Sore Winner”, que está repleto de histórias engraçadas de um homem que ajudou a alimentar filmes e musicais populares por décadas.

“Tive a sorte de fazer muita coisa e tive a sorte de ter uma longevidade escandalosa. Pensei: ‘Deixe-me escrever isso, finalmente'”, diz ele.

O livro de memórias mostra a ascensão do prodígio musical nascido em Nova Jersey desde Bette Midler diretor musical na adolescência para fazer trilhas para filmes como “Sleepless in Seattle” e “O Retorno de Mary Poppins” e exhibits da Broadway como “Hairspray” e “Catch Me If You Can”.

Ele trabalhou com Billy Crystal, Martin Quick, Luther Vandross, Raquel Welch e Rob Reiner, brigou com o produtor Scott Rudin e brigou com Nora Efron (“Tenho certeza de que ela está no céu, dizendo a todos os anjos que não gosta de harpas”, escreve ele). Ele também jogou na Casa Branca e foi uma força nos primeiros dias do “Sábado à noite ao vivo.”

Houve uma época, em 1999, em que ele deixou o lendário compositor Stephen Sondheim tão chapado de maconha em uma festa em seu apartamento que o icônico compositor desmaiou três vezes. “Eu matei Stephen Sondheim”, pensou consigo mesmo. (Sondheim pediu-lhe para contar a história apenas depois que ele morreu.)

Ele conta a história de ouvir Meryl Streep trabalhando repetidamente em uma música para “O retorno de Mary Poppins.” Comovido, ele e seu parceiro de redação, Scott Williams, bateram na porta dela para dizer o quanto ficaram impressionados com a dedicação dela ao ensaio. “Bem, pessoal, o medo pode ser um motivador poderoso”, ela disse a eles.

“Estou apenas tentando mostrar o quão humanos todos são – até mesmo esses nomes ousados”, disse Shaiman, duas vezes vencedor do Grammy e duas vezes do Emmy, na entrevista.

Shaiman não hesita em zombar de si mesmo, como faz por se tornar um inveterado maconheiro e usuário de cocaína. “Eu deveria entrar para o Livro Guinness de Recordes Mundiais por ser a única pessoa que engordou sendo viciado em cocaína”, escreve ele.

Há histórias sobre como um mal-entendido sobre uma conta não paga com Barbra Streisand o deixou abalado por dias e a vez em que insultou Harry Connick Jr.

Depois, houve o momento em que ele se viu vestido com um ostentoso terno azul-claro e um boá de penas ao lado de Matt Stone e Trey Parker no tapete vermelho de “South Park: Greater, Longer”. & Uncut” – elas estavam vestidas como Gwyneth Paltrow e Jennifer Lopez.

Uma lição que Shaiman espera ensinar aos aspirantes a artistas é ir em frente: “O que você pode fazer é aparecer. Aparecer em tudo. Diga sim a tudo, porque sou um bom exemplo disso.”

Ele conta a história de Midler organizando uma turnê mundial e oferecendo seus serviços, mas foi informada de que ela estava contratando apenas pessoas locais de Los Angeles. Então ele sacou todo o dinheiro do banco, pegou um voo vindo de Nova York e ligou para ela de uma cabine telefônica: “Estou em Los Angeles. Onde é o ensaio?”

“Mesmo que você não consiga o emprego, mantenha o ânimo elevado, porque alguém naquela sala vai se lembrar de você para outra coisa. É isso que eu acho que realmente aprendi com o livro”, diz ele.

Como um sinal da influência de Shaiman na Broadway, o audiolivro contará com performances de Crystal, Quick, Matthew Broderick, Megan Hilty, Nathan Lane, Katharine McPhee e Ben Whishaw, entre outros.

“Eu tinha incluído muitas letras no livro e de repente percebi: ‘O quê, vou cantar todas ou falar todas?’ Então comecei a ligar para amigos, alguns que cantavam aquelas músicas e outros que cantavam as demos”, conta.

Crystal conheceu Shaiman no “Saturday Evening Stay” e rapidamente se deu bem. Em entrevista separada, Crystal chamou o amigo de engraçado e rápido para improvisar, com uma memória musical quase fotográfica.

“Veja a extensão dele: de ‘Distress’ à bela trilha sonora de ‘The American President’. E eu o trouxe em ’61 (asterisco)’ e depois no ‘Mr. Pontuação de Saturday Evening”, diz Crystal. “Ele é tão talentoso como artista.”

Apesar de ter ganhado o Tony Award em 2003 com “Hairspray” e ter recebido outras duas indicações por “Catch Me If You Can” em 2011 e “Some Like It Scorching” em 2023, Shaiman está confuso com a Broadway.

Seus dois últimos exhibits – “Smash” e “Some Like It Scorching” – receberam ótimas críticas, mas fecharam mais cedo, vítimas de altos custos e público inconstante.

“Eu gostaria que os exhibits fossem uma droga e eu pudesse dizer: ‘Cara, isso é realmente horrível. As pessoas realmente não estão gostando disso'”, diz ele. “Mas quando eles estão gostando?”

Shaiman realmente não tem mais nada a provar, mas ri porque sua pele ficou mais fina – e não mais grossa – com o passar dos anos. Ele gostaria de ir com calma, mas não é isso que Bisonho faz.

“Não sei até que ponto me sairei bem com a aposentadoria, mas gostaria de tentar.”

avots

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