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‘O tabaco é responsável pela obesidade e doenças crônicas da América’: RFK Jr. diz que gigantes do cigarro criaram alimentos viciantes

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O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., culpou a Massive Tobacco por ajudar a impulsionar a crise da obesidade e das doenças crónicas na América, moldando a moderna indústria alimentar ultraprocessada. Numa entrevista à rádio WABC 77, Kennedy afirmou que as empresas de cigarros, enfrentando processos judiciais e regulamentações mais rígidas sobre o fumo, diversificaram-se para alimentos, comprando grandes marcas e aplicando a mesma abordagem de pesquisa usada para aumentar a dependência do cigarro. Ele argumentou que esta “ciência do vício” foi redireccionada para alimentos modificados concebidos para manter as pessoas a comer, contribuindo para níveis crescentes de obesidade, diabetes e outros problemas de saúde a longo prazo.

O que RFK Jr. disse sobre alimentos viciantes

Kennedy disse que empresas de tabaco como a Philip Morris e a RJ Reynolds passaram para o setor alimentar à medida que aumentava a pressão pública contra os cigarros. Ele alegou que eles compraram grandes empresas de alimentos embalados e usaram conhecimentos científicos para projetar produtos que incentivassem o consumo repetido.Ele também usou uma linguagem contundente para descrever esses alimentos como quimicamente projetados para serem saborosos e, ao mesmo tempo, oferecerem pouca satisfação nutricional, dizendo que esse padrão ajudou a alimentar a alimentação excessiva e a piorar os resultados de saúde.Kennedy não está afirmando que o tabaco está sendo literalmente misturado aos alimentos. O seu argumento centra-se na engenharia de produtos e na ideia de que as empresas podem conceber alimentos para maximizar os desejos e repetir o consumo.Na prática, investigadores e especialistas em saúde pública apontam frequentemente para características de muitos alimentos ultraprocessados, tais como elevados níveis de açúcares adicionados, sal e gorduras, bem como texturas e perfis de sabor criados para tornar a alimentação fácil e altamente gratificante.

A ligação entre tabaco e comida e a história corporativa

Os comentários de Kennedy chamam a atenção para uma sobreposição histórica actual entre as empresas tabaqueiras e a grande propriedade de alimentos embalados no remaining do século XX. Durante esse período, as empresas de tabaco adquiriram e controlaram grandes marcas alimentares, expandindo a sua influência para muito além dos cigarros e para as dietas diárias.Os defensores do argumento mais amplo dizem que este cruzamento empresarial é importante porque as empresas tabaqueiras eram conhecidas pelo advertising and marketing sofisticado, pela investigação do consumidor e pela optimização de produtos, os quais podem moldar o que as pessoas desejam e consomem.

Por que o enquadramento da “ciência do vício” está sendo debatido

A ideia de que os alimentos ultraprocessados ​​podem levar a padrões alimentares semelhantes aos do vício ganhou atenção nos últimos anos, à medida que os investigadores examinam porque é que alguns produtos provocam desejos fortes, lanches repetidos e dificuldade em reduzir, mesmo quando os riscos para a saúde são claros.Esta continua a ser uma área científica contestada, mas tornou-se um argumento político poderoso porque muda a discussão da disciplina pessoal para a forma como os produtos são concebidos e comercializados em grande escala.Kennedy enquadrou a questão como uma emergência de saúde pública que requer uma acção sistémica. As suas observações estão alinhadas com a mensagem “Tornar a América Saudável Novamente”, que se centra na redução das taxas de doenças crónicas e na mudança da dieta nacional da forte dependência de alimentos ultraprocessados.Os comentários também chegam juntamente com discussões mais amplas em Washington sobre orientação dietética, responsabilização da indústria alimentar e se é necessária uma regulamentação mais rigorosa para reduzir a obesidade e as doenças relacionadas com a dieta.As afirmações de Kennedy provavelmente intensificarão o debate sobre o papel da indústria alimentar na saúde pública. Isso inclui questões sobre como os alimentos ultraprocessados ​​são produzidos, como são comercializados e que normas devem ser aplicadas quando os produtos estão associados a níveis crescentes de obesidade e doenças crónicas.Por enquanto, a sua mensagem central é clara: ele quer que a crise da obesidade seja tratada como uma questão de influência corporativa e de consumo synthetic, e não simplesmente como uma escolha particular person.

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