Não é humano escalar o enorme Taipei 101, mas o alpinista profissional Alex Honnold fez isso sem cordas ou qualquer equipamento de segurança. E ele fez isso em menos de 2 horas. No domingo, o americano completou uma subida livre e solo do arranha-céu de 508 metros em Taipei, tornando-se a primeira pessoa a escalar o prédio sem equipamento de segurança. A subida foi realizada com tempo bom e foi assistida ao vivo pela multidão abaixo e transmitida internacionalmente pela Netflix. Para muitos, a pergunta mais frequente period: como Honnold consegue manter a calma em situações em que um único erro significaria a morte certa?Os cientistas já tentaram responder a essa pergunta antes. Em 2016, Honnold participou de um estudo neurológico na Universidade Médica da Carolina do Sul, onde os pesquisadores usaram ressonâncias magnéticas funcionais para examinar como seu cérebro responde ao medo. E os resultados foram surpreendentes.O estudo concentrou-se na amígdala, a parte do cérebro que processa o medo e a ameaça. Quando a maioria das pessoas vê imagens perturbadoras ou assustadoras, esta região mostra forte atividade. No caso de Honnold, os investigadores descobriram que a sua amígdala apresentava muito pouca resposta, mesmo quando exposta a imagens concebidas para provocar medo ou sustos. Em testes de comparação, a amígdala de outro sujeito de controle reagiu vigorosamente, enquanto a de Honnold permaneceu praticamente inativa.Os médicos envolvidos no estudo disseram que isso não significava que Honnold fosse incapaz de sentir medo e que ainda fosse humano. Em vez disso, sugeriram que ele pode precisar de estímulos muito mais fortes para desencadear a mesma resposta que outras pessoas normalmente experimentam, ou que anos de exposição ao risco alteraram a forma como o seu cérebro processa o perigo. Ou, no caso dele, não processa nada. O próprio Honnold rejeitou consistentemente a ideia de que não tem medo. Em entrevistas à mídia americana, ele disse que o medo existe, mas que ele o administra através da preparação e da repetição. Ele ensaia rotas muitas vezes com cordas antes de qualquer tentativa de solo livre ser considerada. Ele também disse que tem mais medo da incerteza do que da altura. As descobertas neurológicas sobre Honnold ajudam a explicar sua carreira, que foi construída com base em feitos extraordinários.Além dessa subida, Honnold completou inúmeras subidas importantes ao redor do mundo e estabeleceu recordes de velocidade.1) Taipé 101 (2026)Altura: 508 m2) El Capitan, Freerider (2017)Altura: 914 m3) El Capitan, escalada de velocidade The Nostril (2018)Altura: 880 m4) Half Dome, face noroeste common (2016)Altura: 610 m5) Contraforte ao Luar, Sião (2016)Altura: 360 mOs cientistas dizem que o estudo de ressonância magnética oferece uma visão, não uma explicação. Genética, treinamento, experiência e personalidade desempenham um papel. O que está claro é que o cérebro de Honnold responde ao medo de forma diferente da maioria das pessoas, permitindo-lhe operar com calma em condições às quais outros não conseguiriam sobreviver. Esses testes foram obtidos e publicados pela Newsweek e pela Nationwide Geographic.













