Começou um debate on-line sobre como os países lidam com criadores de conteúdo estrangeiros acusados de fazer vídeos racistas ou ofensivos, depois que as Filipinas tomaram medidas enérgicas contra vários vloggers. A discussão também chamou a atenção para controvérsias semelhantes envolvendo influenciadores que filmam conteúdo na Índia.Nas Filipinas, as autoridades prenderam recentemente dois vloggers estrangeiros e alertaram publicamente que o país deixaria de ser um “playground de conteúdos”. O secretário do Inside, Jonvic Remulla, disse que o governo aplicará a lei estritamente contra estrangeiros que causem incômodo público, invadam a privacidade ou assediem os habitantes locais.
Gestos de macaco
Um dos presos foi um vlogger estoniano, identificado nos relatórios como Siim Roosipuu, de 34 anos. Ele foi detido na cidade de Dumaguete, em Negros Oriental, no início desta semana. As autoridades locais acusaram-no de assediar pessoas em espaços públicos, perseguir os habitantes locais em busca de reações e fazer comentários racistas. Em vários vídeos filmados em mercados e nas ruas, ele referiu-se aos homens filipinos, incluindo condutores de triciclos, como parecendo ou agindo como “macacos”, e também fez sons e gestos de macacos. Ele também foi acusado de ultrapassar o prazo de validade do visto. A Câmara Municipal de Dumaguete posteriormente o baniu oficialmente da cidade.
Espalhando o HIV?
Outra prisão envolveu um vlogger russo de 21 anos, Nikita Chekhov, que foi detido na cidade de Quezon esta semana. Ele se tornou viral depois de postar vídeos alegando que tinha vindo às Filipinas para “espalhar o HIV”. As autoridades disseram que mais tarde ele testou negativo e admitiu que a alegação period clickbait. Ele foi acusado de causar alarme e incômodo público. Os dois homens foram apresentados no mesmo briefing à mídia por Remulla, após a recente deportação do YouTuber Vitaly Zdorovetskiy, no início de janeiro, que foi enviado por assediar moradores locais e realizar acrobacias perigosas em seus vídeos.
A Índia deveria adotar uma abordagem semelhante?
Um vídeo viral resumindo estes acontecimentos elogiou as Filipinas por “agirem no negócio” e perguntou se outros países deveriam seguir o exemplo. O clipe dizia que as leis que penalizam comentários racistas, assédio e violações de privacidade por parte de criadores estrangeiros já deveriam ter sido implementadas há muito tempo. Muitos usuários das redes sociais responderam dizendo que a Índia deveria adotar uma abordagem semelhante.
Comentário ‘Full of Indians’ do YouTuber japonês
A reação ocorre em meio a polêmicas recentes envolvendo vloggers filmando conteúdo na Índia. Um incidente envolveu um YouTuber japonês conhecido como Ikechan, que enfrentou reação após postar sobre um voo da Air India no início deste mês. Em seu vlog e no X, ela escreveu: “Pegando o notoriamente ruim Air India para minha primeira viagem à Índia!! O avião está lotado de indianos.” O comentário tornou-se viral, com muitos utilizadores a acusarem-na de fazer um comentário racialmente insensível ao usar a nacionalidade dos passageiros em termos depreciativos e enquadrando-a de forma negativa.
Pageant de ‘arremesso de cocô’
Outra polêmica surgiu sobre o YouTuber americano Tyler Oliveira, que filmou conteúdo no competition Gorehabba em Gumatapura, Karnataka, no ano passado. O competition, realizado após o Diwali, envolve moradores jogando esterco seco de vaca como parte de uma tradição native. Oliveira postou clipes com a legenda: “Feliz Diwali! Sim, fui ao competition de lançamento de cocô da Índia.” A Web o acusou de zombar da cultura indiana e de retratar o ritual como bizarro. Oliveira respondeu dizendo: “Não é racista filmar um competition de lançamento de cocô”, mas a reação continuou on-line.
🔥🚨 QUEBRANDO: O YouTuber Tyler Oliveira anunciou que não lançará um documentário sobre o competition de lançamento de cocô da Índia após ser doxxado
Tyler disse a Dexerto que sua família “não quer mais se envolver nisso” e é “muito pior do que ele jamais poderia ter imaginado”. pic.twitter.com/eOPQgHBwLp
— Dom Lucre | Quebrador de Narrativas (@dom_lucre) 7 de novembro de 2025













