Em sua palestra na Academia de Música, TR Aravindhan discutiu ‘a kritis de Muthuswami Dikshitar em manuscritos não publicados’. Sua busca revelou cinco composições inéditas em um manuscrito disponível aos descendentes da família do Quarteto Thanjavur, que eram discípulos diretos de Dikshitar. Dos cinco, ‘Sri kamakshi’ (geetham), ‘Charanu kamakshi’ (charanu) e ‘Manonmani’ (mangalam) são dados como Malavagowla janyams. ‘Charanu charanu’ é dado como Sankarabharanam janya, e ‘Jaya jaya’ como Sri raga janya. O manuscrito diz que ‘Jaya jaya’ é um Thodayam. Curiosamente, ainda hoje ‘Charanu charanu’ e ‘Jaya jaya’ fazem parte da bhajan sampradaya. O rei Serfoji compôs uma forma conhecida como nirupanam, onde um tema central é adotado e muitas formas musicais, como geethams, charanus e mangalams, são usadas. A hipótese de Aravindhan period que as cinco composições, todas em louvor a Ambal, poderiam fazer parte de um nirupanam de Dikshitar.
Quatro das composições são anotadas e o raga pode ser inferido do sahitya. Aravindhan apontou que Dikshitar mostra Megharanjani como um raga elaborado em ‘Venkatesa’, mas o mostra em forma escalar em ‘Charanu kamkashi’.
‘Venkatesa’ também tem muitos vakra Prayerogas. ‘Sa ri ga ma e ma gar ri sa’ são menos usados em ‘Venkatesa’, mas em ‘Charanu kamakshi’, apenas estes são usados. Em ‘Venkatesa’, nishadam na frase ‘ma ni, ni ga’ parece ser discordante, mas não em ‘Charanu kamakshi’.
‘Sri Kamakshi namostute’ está em raga Padi, Adi tala. Nesta composição, nishadam ocorre duas vezes em um avartha. E em seu standard ‘Sri guna palitosmi’, Muthuswami Dikshitar usa frequentemente a frase ‘pa da pa ni sa’. Ramaswami Dikshitar usa muito menos nishadam.
“Para a composição ‘Manonmani’, obtemos o nome do raga na letra como Mechabowli, mas nenhuma notação está disponível. Shahaji compôs mangalams em Mechabowli, Malavasri e Pantuvarali. Então talvez tenha havido uma influência Shahaji na escolha do raga”, disse Aravindhan. Tyagaraja, por exemplo, usou Pantuvarali, para seu ‘Shobane’.
‘Charanu charanu’ está em raga Arabhi. Diz-se que o raga para a composição ‘Jaya jaya’ está em um janya de Sri. O nome Manohari ocorre na letra. Mas Sangita Sampradaya Pradarshini (SSP) menciona raga Manohari como um janya de Gangatarangini. Houve outro Manohari, que period um janya de Sri? Explorando a possibilidade, Aravindhan disse que parece ter havido ragas com o mesmo nome, mas com características diferentes. Por exemplo, Shahaji diz que raga Velavali é um janya de Sri. Mas em um manuscrito na biblioteca Saraswathi Mahal, Velavali é dado como um sampoorna raga e um janya de Sankarabharanam. Usando as notações, Aravindhan descartou Shuddha Dhanyasi, Manirangu e Brindavana Saranga como o raga de ‘Jaya jaya’, deixando apenas Rudrapriya. Aravindhan disse que, como Rudrapriya tinha muitas variantes, period difícil chegar a uma conclusão definitiva.
Um manuscrito de Bharatam Natesa Iyer, um sishya de Sabhapati Nattuvanar, descendente do Quarteto, tinha ‘Vadanyeswara’ (raga Devagandhari) um kriti não encontrado no SSP. O chittaswaram segue um padrão semelhante ao encontrado em ‘Kshitija’ (Devagandhari). Há uma publicação de ‘Vadanyeswara’ por Mudicondan Venkatrama Iyer.
Aravindhan discutiu variações de ‘Chandrambhaja’ vistas em várias versões. Em um manuscrito de Ambi Dikshitar, Aravindhan descobriu que a porção madhyama kala do sahitya não tinha a linha ‘kamaneeya vara kataka raasyaadeepam’, ou o chittaswaram. Um livro publicado pelos discípulos de Ambi Dikshitar, Vedanta Bhagavatar e Anantakrishna Ayyar em 1937, carregava a linha chittaswaram, mas não a linha ‘kamaneeya’. Anantakrishna Ayyar publicou um livro em 1957, com linha additional e chittaswaram. No SSP, a linha sahitya additional não é mencionada, mas chittaswaram é fornecido. O manuscrito da filha de Anantakrishna Ayyar, Champakavalli, registra tanto a linha additional quanto o chittaswaram. O manuscrito de Mahadeva Bhagavatar mostra a linha additional, mas não contém chittaswaram.
Dikshitar Kirtana Malaipublicado em 1949 por Kallidaikurichi Sundaram Ayyar, tem o chittaswaram, mas não a linha. Aravindhan concluiu que, embora os manuscritos nos forneçam muitas informações, eles não são fáceis de interpretar e é preciso agir com cautela.
Publicado – 13 de janeiro de 2026, 19h03 IST












