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Egito desenterra fragmento da estátua de Ramsés II, de 3.200 anos, desaparecido há quase um século: o que ele revela pode surpreendê-lo

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Escondido sob as areias movediças do Egipto durante quase um século, um pedaço perdido da história regressou silenciosamente. Arqueólogos que trabalham no centro do Egito descobriram a parte superior de uma colossal estátua sentada de Ramsés II, um dos governantes mais conhecidos do país. O fragmento se conecta a uma parte inferior descoberta na década de 1930, despertando um interesse renovado em restaurar o monumento como uma escultura única. Especialistas dizem que a descoberta parece excepcionalmente bem preservada, com vestígios do pigmento authentic ainda agarrados à superfície do calcário. O significado mais amplo pode residir no que revela sobre as imagens reais além das principais cidades-templo do Egito. Às vezes, a arqueologia parece um trabalho de detetive que se estende por gerações, e essa descoberta se encaixa quase perfeitamente nessa descrição.

A descoberta de El Ashmunein revela fragmento da estátua do faraó em Hermópolis Magna

O fragmento da estátua foi encontrado em El Ashmunein, que fica no topo das ruínas da antiga cidade de Hermópolis Magna.Esta cidade já serviu como um importante centro religioso dedicado a Thoth, a divindade com cabeça de íbis ligada à escrita e ao conhecimento. As camadas arqueológicas aqui mostram ocupação contínua ao longo de vários períodos, o que muitas vezes complica os trabalhos de escavação. A peça recém-descoberta tem cerca de 3,6 metros de altura e retrata o faraó sentado em uma pose formal. Esculpida em calcário, a estátua mostra um cocar cerimonial e uma cobra uraeus parcialmente preservada, um símbolo actual associado à realeza divina.Especialistas dizem que o trabalho artesanal sugere um monumento destinado a projetar autoridade muito além das regiões da capital do Egito.

A peça de estátua desaparecida finalmente se conecta à descoberta de 1930

Os pesquisadores rapidamente associaram o fragmento a uma estátua inferior descoberta em 1930 pelo arqueólogo alemão Günther Roeder. Na época, Roeder documentou a base, mas não encontrou a parte superior. Durante décadas, a estátua permaneceu incompleta, um quebra-cabeça sem o seu elemento mais expressivo.A recente escavação foi liderada por Basem Gehad, do Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito, e Yvona Trnka-Amrhein, da Universidade do Colorado em Boulder. Sua equipe supostamente descobriu o fragmento virado para baixo em solo úmido enquanto investigava outro setor ligado a descobertas de papiros. Medições e análises estilísticas sugerem que ambas as partes da estátua pertencem uma à outra.

Pigmentos antigos revelam a vibração perdida da estátua

Traços surpreendentes de cores antigas. Um detalhe que chamou a atenção dos estudiosos é a presença de pigmento. Os pesquisadores identificaram cores azuis e amarelas incrustadas no calcário, sugerindo que partes da estátua já exibiam uma decoração vívida. A maioria das esculturas egípcias perderam a pintura devido à erosão e exposição. A preservação do fragmento parece particularmente impressionante dados os desafios ambientais na região. As alterações nos níveis das águas subterrâneas após a construção da Barragem Baixa de Assuão afectaram as camadas arqueológicas do native, levantando preocupações sobre a lixiviação de minerais e a fadiga das pedras.

Proposta de reconstrução de estátua

As autoridades egípcias teriam apresentado uma proposta ao Conselho Supremo de Antiguidades buscando aprovação para remontar a estátua. Se a restauração prosseguir, o monumento poderá se tornar uma das representações sentadas mais altas do faraó fora dos principais centros de templos, como Abu Simbel, Luxor e Karnak.As autoridades não confirmaram se a estátua restaurada permaneceria no native da descoberta ou seria transferida para um museu.

Por que Ramsés II ainda domina a arqueologia egípcia

Ramsés II governou de 1279 a 1213 aC e é amplamente conhecido por projetos de construção em grande escala, campanhas militares e extensa construção de templos ao longo do Vale do Nilo. Colocados estrategicamente em centros religiosos regionais, reforçaram a presença actual e a legitimidade divina longe das capitais administrativas.Espera-se que as escavações em El Ashmunein continuem até 2026, com as equipas a expandirem-se para sectores próximos utilizando mapeamento do subsolo e análise estratigráfica. Os arqueólogos suspeitam que fragmentos adicionais do mesmo grupo de estátuas ainda possam estar enterrados.

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