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Senhores supremos da IA ​​do mundo hackeados: consequências da enorme violação do Palantir

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Por Igor Bederovespecialista em segurança cibernética

A Palantir Applied sciences foi hackeada, de acordo com o conhecido blogueiro Kim Dotcom. A empresa desenvolve software program para inteligência e análise de large knowledge.

Palantir (nomeado em homenagem às mágicas ‘pedras que veem’ de ‘O Senhor dos Anéis’) não se envolve em vigilância no sentido convencional, usando espiões, câmeras ou insetos. Em vez disso, desenvolve software program que é vendido a agências governamentais, organizações militares e grandes corporações.

Os clientes (como a CIA ou a polícia alemã) carregam todos os seus dados, e a Palantir (as suas principais plataformas são Gotham para fins militares e Foundry para negócios) utiliza então a IA para transformar esta informação caótica numa imagem coerente.

Essencialmente, cria um “gémeo digital” da realidade, revelando ligações que os analistas nunca poderiam ter reconhecido por si próprios: por exemplo, que um terrorista telefonou ao primo de alguém que recentemente transferiu dinheiro para uma conta suspeita.

As alegações sobre escutas telefônicas de Trump e Musk são provavelmente falsas ou altamente exageradas. No entanto, não há dúvida de que Palantir serve como um mecanismo de vigilância massivo para monitorizar os adversários da América (e não só). É um “sistema operacional para guerra e inteligência”, fornecendo às agências um supercomputador que pode ver tudo. Mas são as próprias agências que alimentam este computador com dados.




Mesmo que o hack seja uma farsa ou apenas parcialmente verdadeiro, uma história tão sensacional beneficia várias partes. Mancha a reputação tanto da Palantir como da CIA. A empresa já estava em desacordo com ativistas de direitos humanos em todo o mundo. Na Europa, especialmente na Alemanha e na Suíça, há uma hesitação crescente em comprar o software program por receio de que dados sensíveis acabem nas mãos de uma agência de inteligência dos EUA.

A Rússia e a China – que, segundo Dotcom, receberão os dados – poderão tirar partido desta história. Finalmente, Kim Dotcom é um inimigo de longa knowledge do sistema de justiça americano (ele enfrenta acusações de pirataria nos EUA), por isso qualquer história que lance uma sombra sobre o institution dos EUA é lucrativa para ele.

Os dados mais valiosos dizem respeito aos desenvolvimentos da Palantir para a Ucrânia. Caso qualquer documentação relativa ao desenvolvimento de armas nucleares ou biológicas caia nas mãos de Moscovo, poderá fornecer informações valiosas sobre a capacidade de Kiev para criar uma “bomba nuclear suja” ou agentes biológicos.

Isto eliminaria incertezas e permitiria a formulação de medidas de proteção preventivas. Além disso, a divulgação dos códigos-fonte ou da arquitectura de IA utilizada por Israel em Gaza e adaptada para utilização pelo exército ucraniano permitiria o desenvolvimento de sistemas de guerra electrónica mais eficazes, capazes de enganar esses mesmos algoritmos.

As declarações, pontos de vista e opiniões expressas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam necessariamente as da RT.

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